sábado, 27 de janeiro de 2024

 O grande Criador reuniu os seres celestiais
para poder na presença de todos os anjos, conferir honra especial ao Seu Filho.
Este estava sentado no trono com o Pai, com a multidão celestial de santos anjos
reunida à volta. Então o Pai fez saber que Ele próprio ordenara que Cristo, Seu
Filho, fosse igual a Ele, de modo que, onde o Filho estivesse, estaria a Sua própria
presença. A palavra do Filho deveria ser obedecida tão prontamente quanto a do
Pai.
O Filho fora investido de autoridade para comandar o exército celestial. Deveria Ele
agir especialmente em união com o Pai no projeto da criação da Terra. ... {VA 32.4}
Satanás estava com inveja e ciúmes de Jesus Cristo. Não obstante, quando todos
os anjos se inclinaram diante dEle para reconhecer a Sua supremacia, elevada
autoridade e direito de governar, Satanás também se prostrou, ainda que o seu
coração estivesse cheio de inveja e ódio.
Cristo era o único que entrava em concílio com Deus, para a consideração
dos Seus planos, ao passo que Satanás os desconhecia. Não conhecia, nem lhe
era permitido conhecer os propósitos de Deus. Por outro lado,
Cristo era reconhecido como Soberano do Céu com poder e autoridade iguais
aos do próprio Deus. {VA 33.1}
Satanás acreditou que ele próprio era o favorito no Céu, entre os anjos. Havia
sido grandemente exaltado, mas... aspirava alcançar a altura do próprio
Deus. {VA 33.2}
Os anjos alegremente reconheceram a supremacia de Cristo, e, prostrando-se
diante dEle,  com seu amor e adoração.{VA 33.2}

Ellen White não contradiz a Bíblia sobre o uso dos tambores
Porquê? A Escritura mostra com clareza que os tambores ficaram de fora da lista
dos instrumentos ditados pelo próprio Deus.
 (II Cr 29:25,26). O texto bíblico diz: “…Porque este mandado veio do Senhor por
intermédio dos seus Profetas…” II Cr 29:25. Estes instrumentos são qualificados
como “DO SENHOR”, e os tambores ficaram de fora. Também fica evidente que
jamais houve tambores na música de adoração a Deus no santuário. Poderíamos
ainda usar a história de David na condução da arca de Obede-Edom (II Sam. 6:5

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“A história diz que foram duas tentativas de David para trazer de volta a arca. Na
primeira tentativa correu tudo mal e David não conseguiu trazê-la.
Foi um desastre porque David desobedeceu a Deus de várias maneiras, como a
arca deveria ser levada. Percebendo os erros cometidos,
 na segunda tentativa ele corrige tudo para fazer conforme fora ordenado por
Deus. Observando atentamente, percebe-se que nas correções que foram feitas
para trazer a arca novamente, os tambores também entraram na sua lista de coisas
que eram do desagrado do Senhor.

 David contrariou a vontade de Deus em várias coisas, mas na segunda
oportunidade ele fez tudo conforme era a vontade de Deus. Houve
alegria, mas ao contrário da primeira vez, a banda musical não teve tambor, mas
harpas, alaúdes e címbalos (I Cron. 15:16)”

-Assim sucedeu na história passada do povo de Deus, por recusarem adorar a
estátua de ouro que o rei Nabucodonosor fez erigir, os três hebreus foram lançados
na fornalha ardente. Mas Deus preservou os Seus servos no meio das chamas, e a
tentativa de impor a idolatria contribuiu para dar o conhecimento do Deus
vivo aos príncipes e grandes homens do vasto reino da Babilónia ali reunidos. {TS vol.2
153.2}
O mesmo aconteceu ao ser promulgado o decreto vedando fazer súplicas a outro
deus que não fosse o rei.
Quando pois Daniel, conforme o seu costume, fazia as suas súplicas diante de
Deus, três vezes ao dia, o seu caso provocou a atenção dos príncipes e
governadores, e teve a oportunidade de falar por si e revelar o Deus verdadeiro.
Foi-lhe dado então apresentar a razão por que só cumpre render culto ao
Deus vivo e expor o dever que temos de render-Lhe louvor e honra. -
No contexto de Ellen White sobre o uso de tambores na experiência de
Indiana,
Ellen White anunciou através do ocorrido em Indiana que, pouco antes do fim do
tempo da graça, na igreja, haveria música barulhenta, com gritos, tambores e
danças. A esse respeito escreveu: “Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho.
Haverá gritos com tambores, música e dança .
Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode
confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado de operação do

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Espírito Santo.” ME, Vol 2 – 36. (Maiores detalhes sobre o ocorrido em Indiana, ver: Mensagens
Escolhidas, Vol. 2 – Págs. 31-39.
Já estamos perto de fechar a porta da graça ?
Ela recebeu orientações precisas de Deus, para compreender que “O Espírito
Santo nunca se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isso é uma
invenção de satanás para encobrir os seus engenhosos métodos para anular
o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para
este tempo”. ME, vol 2, pag. 36 e 37.
Numa palestra alguém perguntou-me se a música religiosa ou gospel será pior do
que a situação em que se encontra. Respondi que sim, porque esse tipo de música
que está a entrar no nosso meio ainda não tem sido chamado de operação do
Espírito Santo.
 Mas isso não está longe de acontecer, porque certo dia fui confrontado por
uma irmã da igreja que havia afirmado que só sente a presença do Espírito de
Deus nas músicas mais forte, ritmadas e com bateria. Disse ainda que a
música tradicional, como a do hinário não tem mais poder nos dias em que
vivemos.
 Tentou argumentar que os tempos em que vivemos são diferentes, e por essa
razão a música também precisa ser diferente para sentirmos a presença de
Deus. Como pode isso ser possível? Uma música que antigamente era
poderosa e hoje não ter mais o poder de Deus?
 De facto o mundo passou e passa por muitas mudanças, mas temos que ter
em mente que quem realiza as mudanças é o inimigo das almas e não Deus.
Muitos confundem essas estimulações. Dizem que a música tem que mexer,
sacudir, criar estimulações para gerar poder. Mas BARULHO NÃO GERA
PODER. Ritmos elevados e músicas cheias de estimulações não fazem
ninguém ficar cheio do Espírito de Deus.
O que torna uma pessoa cheia de poder é a fé munida de submissão plena. O
que torna uma pessoa cheia do Espírito Santo é a consagração e abandono
decisivo do pecado.
Unicamente o Espírito de Deus pode criar um entusiasmo são. Deixai que
Deus opere, e ande o instrumento humano silenciosamente diante dEle,
vigiar, esperar, orar, olhar Jesus a todo momento, conduzido e controlado
pelo precioso Espírito que é luz e vida. (Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 16-17)
Fui instruída a dizer que nessas demonstrações acham-se presentes
demónios em forma de homens, trabalhando com todo o engenho que

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Satanás pode empregar para tomar a verdade desagradável às pessoas
sensatas;
O inimigo estava procurando arranjar as coisas de maneira que as reuniões
campais, que têm sido o meio de levar a verdade da terceira mensagem
angélica perante as multidões, venha a perder sua força e influência.
O Espírito Santo nada tem que ver com tal confusão de ruído e multidão de
sons. Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal músicaEle
torna o seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente.” ME, vol 2 – 37
E afirmou que:
“Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará
da música um laço…” ME, vol 2 – 38
Muitos escritores modernos e cientistas que não tem nenhum vinculo com a
igreja, dizendo ainda que são a principal ferramenta para estabelecer
“contacto com o mundo dos espíritos” (Ver capítulo “O uso de bateria na
igreja).
Os defensores dos tambores nem ao menos sabem que Ellen White escreveu a
esse respeito:
“Esses…foram arrastados por um engano espírita” Evangelismo – 595
Usando todos os métodos de interpretação da Bíblia e do Espírito de Profecia,
chegamos a esta conclusão não forçada, mas clara da situação dos tambores e da
música rítmica na visão de Ellen White.
Ela disse ainda que isso não é obra do Espírito Santo, mas de outro espírito:
Cantar deveria ser para a edificação espiritual e não para excitação física.
Os dois textos paulinos restantes  são os mais informativos acerca do uso da
música na igreja do Novo Testamento.
Paulo encoraja os  (Efésios 5:19-20  “enchei-vos do Espírito, falando entre vós com
salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos
espirituais”.
20” Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor
Jesus Cristo;
De modo semelhante, o apóstolo PAULO aconselha os

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Colossenses 3:16) “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e
aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e
hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração”.
A música de adoração no Apocalipse
Nas suas visões, João relata aspetos da adoração a Deus pelos seres
celestiais e pelo coro de anjos (Apocalipse 5:8-14).
A adoração é feita no contexto do santuário celestial, no qual Jesus ministra como
Messias e Sumo Sacerdote. A música é feita com harpas e um cântico que envolve
toda a criação. Em Apocalipse 7:9-12; 14:1-3; e 15:2-4,
vemos uma apresentação escatológica do grupo daqueles que foram redimidos,
agora adorando a Deus com cânticos de louvor e música de harpas. Eles ficam em
pé junto ao mar de vidro, na Sião celestial, e cantam o Cântico de Moisés e o
Cântico do Cordeiro.
Quando expressamos adoração a Deus pela música, somos privilegiados em unir-
nos àquela sinfonia de louvor. “A música faz parte do culto de Deus,
O cântico, como parte do culto religioso, é um ato de adoração, tanto como
a prece. O coração deve sentir o espírito do cântico, a fim de dar a este a
expressão correta.” – Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, pág. 594.
O único instrumento usado pelos coros celestiais é um conjunto de harpas
(Apocalipse 5:8; 14:2).
Em Apocalipse os que saíram da grande tribulação são vistos em pé diante do
trono de Deus, enquanto cantam um novo cântico que diz: “Ao nosso Deus,
que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação”.
(Apocalipse 7:10). Cantar louvores a Deus é uma experiência que começa
nesta vida e continuará no mundo por vir.
Os Adventistas do Sétimo Dia consideram Apocalipse 14:6-12 como um texto chave
acerca do culto e adoração na igreja do fim dos tempos, num contexto de crise
escatológica. O autêntico culto está centralizado na pregação e no louvor, não há
dicotomia entre louvor e proclamação.
“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo o evangelho eterno para
proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e
povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória, porque é
chegada a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, a terra, o mar e as
fontes das águas.” Apocalipse 14.6-7.

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À medida que se aproxima o tempo do fim, Satanás intensifica cada vez
mais os seus esforços contra Deus e o Seu povo, porque sabe que pouco
tempo lhe resta (Apocalipse 12:12).

Seus ataques são dirigidos especialmente para a igreja remanescente (Apocalipse
12:17), procurando afastar os seus membros de Cristo. Para atingir este
propósito, os seus vastos conhecimentos musicais são grandemente úteis. Mais do
que ninguém, ele conhece o efeito.
“Satanás sabe que órgãos excitar para animar, absorver e seduzir a mente, de
maneira que Cristo não seja desejado.” Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, vol. I, p. 496
O chamado das Três Mensagens Angélicas para sairmos da Babilónia
espiritual, pela rejeição da sua falsa adoração, poderia muito bem incluir também
a rejeição da música secular mundana de Babilónia.
Logo o mundo inteiro será ajuntado para o conflito final na antitípica planície
apocalíptica de Dura e “todo tipo de música” será tocada para levar os habitantes
da terra a “adorar a besta e sua imagem” (Apocalipse 14:9
A adoração é o tema do conflito entre Cristo e Satanás. Apocalipse 14 é a mais
solene convocação para adorar o único Deus, Criador e Redentor. Mas é, ao
mesmo tempo, a mais séria advertência sobre o que implica a falsa adoração.
A convocação deve ser anunciada nos termos do “evangelho eterno”, isto é, a
pura revelação da obra de Deus em Cristo. O resultado da aceitação da
mensagem do evangelho é uma vida de fé e obediência ao Senhor (Apocalipse
14:6-12).